Como economizar em Londres


Londres é uma das cidades que mais recebem turistas todos os anos, e apesar de ser também uma das capitais mais caras do mundo, ainda é possível economizar na cidade do Big Ben, mesmo a Libra (£) valendo atualmente (em maio de 2016) R$ 5,00.

A primeira forma de economizar é comprando as passagens com antecedência, pois é possível conseguir a ida e volta a partir de 1800 reais. Para isso, é importante ter flexibilidade de datas e horários e jogar em diversos buscadores de passagens (Decolar, Voopter, Submarino) , além de pedir alertas de preços para diferentes datas e ficar de olho nas promoções do “melhores destinos”.

A segunda forma de poupar na sua viagem é buscando hospedagens mais baratas. Existem diversas formas de fazer isso, você deve escolher aquela que se ajusta mais ao seu perfil de viajante. Se você quiser poupar bastante, pode procurar pessoas que alugam suas casas ou apartamentos no Airbnb por temporada. Mas buscando priorizar as que já tenham ao menos algumas avaliações e/ou  que tenham muitas avaliações positivas, para não ter surpresas negativas quando estiver no local. O Airbnb oferece todo suporte para quem vai se hospedar e caso haja algum problema você sempre poderá contatá-los mesmo durante sua estadia.  A outra forma é ficando em um hostel ou albergue, o que não falta em Londres. Nesse caso, você pode escolher quartos individuais ou compartilhados (que são mais baratos), se não se importar em dividir o quarto com estranhos. Uma terceira e quarta forma, talvez mais caras que as últimas são as hospedagens em hotéis ou pousadas em bairros mais afastados e menos populares da cidade, como o bairro de Finsbury Park que eu e meus amigos nos hospedamos, e ainda as guests houses (que são pessoas que alugam quartos em suas casas, como se fossem uma espécie de hospedaria). Lembre-se sempre que as principais atrações da cidade estão concentradas nas regiões 1 e 2 do metrô, logo, nas regiões de 3 a 6, provavelmente você encontrará formas de hospedagem mais em conta. Mas não se esqueça de pensar também no custo do transporte, em razão das grandes distâncias.

Britsh Museum

Contando um pouco da minha experiência em Londres, estive na cidade em 2014 com mais 2 amigos, e havíamos resolvido ficar em um hotel em Finsbury Park, tanto em razão do preço quanto pela nota razoável que o hotel recebia no Booking. No entanto, mais tarde (já quando estávamos em outra cidade na Inglaterra) descobrimos que o bairro é considerado um lugar ruim e perigoso, apesar de não termos entendido bem o porquê os ingleses o consideravam assim, já que gostamos bastante do bairro. O que pude reparar é que em Finsbury Park a população e os estabelecimentos em sua maioria eram de imigrantes, e parecia um pouco um lugar de guetos, além de ter alguns pedintes pelas ruas. Há pouco tempo, no entanto, resolvi pesquisar sobre isso e vi algumas pessoas falando que o bairro já havia sido perigoso no passado e que, apesar de ter sido revitalizado e de ter se tornado um lugar seguro, ainda hoje carrega a má fama. No final, achamos o bairro excelente, pois possuía muitos mercadinhos, diversos pubs tradicionais e muitos restaurantes de comida árabe barata e gostosa. Além disso, achamos a localização boa e estratégica, já que fica de perto de Canden Town de ônibus e possui uma estação de metrô central. E para quem quiser fazer compras, também possui perto lojas como a TK Maxx (loja de departamentos) e alguns shoppings nos bairros vizinhos.

London Eye

Eu e meus amigos preferimos já resolver todos os passeios que pudéssemos antes da viagem para facilitar as coisas quando estivéssemos em Londres, por isso compramos com antecedência o London Pass para 6 dias (que falarei com calma mais a frente); um pacote que continha os bilhetes para entrar no London Eye, no Sea Life London Aquarium e no London Dungeon, o que nos gerou uma economia de mais de 100 reais, já que os ingressos comprados em separado sairiam mais caros. Outra coisa que compramos antes da viagem foi o ingresso para ver o musical do The Wicked (maravilhoso, super valeu a pena!) e um London Travel Card para usar durante 7 dias em Londres para as áreas 1 e 2 do metrô .

Museu Madame Tussauds - Audrey Hepburn em "Bonequinha de Luxo"
Russel Brand
Angelina Jolie e Brad Pitt
Judi Dench
Amy Winehouse
Helen Mirren e Nicole Kidman

Agora vou explicar para vocês como funciona o London Pass, caso alguém tenha interesse por adquiri-lo antes da viagem. Ele é um card que você compra na internet e que eles podem tanto enviar pelos correios (com uma taxa absurda de entrega, já que é em Libra), como você pode retirar numa loja deles em Londres. Nós preferimos retirar por lá, não só para economizar no frete, mas também por medo que os passes não chegassem a tempo da nossa viagem. Esse card te dá o direito de visitar todas as atrações listadas no site do london pass, por apenas uma vez cada atração, durante a quantidade de dias que você tiver escolhido na hora da compra (quanto maior a quantidade de dias, mais caro o London Pass). Além disso, para as atrações gratuitas, ele oferece alguns extras como áudio-guia gratuito, que sem o London Pass, seria pago, e passeios como o de barco pelo Rio Tâmisa.

Se Life London Aquarium

A nossa escolha, como falei acima, foi o do London Pass de 6 dias, pois íamos ficar 8 dias na cidade e usaríamos os 2 dias sem o card, para fazer os passeios do outro pacote de ingressos. Agora, o que é bom frisar sobre esse card é que só será mais econômico se você for “realmente” visitar muitas atrações com ele, por isso é sempre legal fazer um cálculo realista antes da viagem,  do valor total das entradas das atrações que você vai visitar e se esse valor é realmente maior que o valor do London Pass. Uma vantagem, no entanto, do card é que você não enfrenta filas para comprar os ingressos, o que gera um ganho de tempo. No entanto, se você resolver comprar os tickets no site das atrações com antecedência, você também evitará a fila da compra de ingresso. Detalhe, a tarifa dos ingressos comprados na internet é mais barata do que aquela dos ingressos comprados na hora, então, dentro do possível, se planeje para compra-los com antecedência. Mas, recomendo que evite comprar muitas atrações para o mesmo dia, pois você tem que contar com as filas e com o tamanho dos lugares que você vai visitar.

Torre de Londres
Fila para entra na Torre de Londres
 

Para mim, no entanto, o London Pass não me fez economizar dinheiro, apenas me fez poupar tempo, pois não consegui visitar muitas das atrações que o card oferece, já que não imaginava gastar tanto tempo nas filas para entrar. E para piorar, me senti um pouco enganada, pois o site deles faz você acreditar que existe nas atrações uma fila especial para quem possui o card, o que não foi verdade em nenhum dos lugares que visitamos com ele. Além disso, poderíamos ter feito um roteiro com muito mais lugares gratuitos, já que Londres está cheio de pontos turísticos desse tipo. Sendo assim, por experiência própria recomendo colocar o máximo de atrações gratuitas em seu roteiro, se quiser economizar ainda mais do que comprando o London Pass. Agora, se você se animou com a ideia você poderá visitar o Britsh Museum, o National Gallery, a Saint Martin-In-The Fields Church Path, o National Portrait Gallery, o Museum of London, o Tate Modern, o Hyde Park, o National History Museum, dentro muitos outros que são gratuitos. Agora, não se esqueça que, apesar das entradas serem gratuitas, o mesmo não se aplica aos áudio-guias dos lugares que são pagos a parte, caso você deseje desfrutar do serviço.

St. Martin in the Fields Church na Trafalgar Square
 

Quanto a comida, a minha dica é usar e abusar daqueles mercados que diz que você pode comprar tudo a £1 e também os supermercados normais que vendem todo tipo de comida embalada e pronta. Nos de £1, vale a pena comprar as garrafas de água (se você preferir não consumir a água potável das torneiras) e também os chocolates que são mega baratos. Já nos supermercados a minha dica é comprar as frutas, que algumas vezes já vem lavadas, descascadas e cortadas (para os preguiçosos ou apressados e que não ligam de gastar um pouco mais por isso) e os sanduíches e pratos prontos e embalados que também são baratos e podem substituir uma refeição dos restaurantes, geralmente caros em Londres. Mas é claro, caso você fique hospedado em um local em que possa cozinhar, é sempre mais barato comprar os ingredientes e preparar sua própria comida.

Foodtruck em Londres

Já uma outra recomendação, feita por uma amiga que está morando lá, é ir comer na Chinatown London Market que também possui preços módicos. Mas deve-se ter muita cautela, pois a os locais não possuem os mesmos padrões de higiene dos nossos restaurantes. Além do que, a comida oriental de lá é bem de raiz e não a adaptação que temos das comidas orientais aqui no Brasil. No bairro chinês os pratos costumam ser feitos com ingredientes e temperos do seus país de origem e desconhecidos para nós, o que pode afetar em muito o organismo de quem não está acostumado.

Outra boa dica é comer nas feiras de rua, que possuem comidas inglesas e de diversas nacionalidades por um bom preço, como: o Borough Market, o Penny Lane Market e a famosa Camden Town Market.

E finalmente vamos falar sobre o London Travel Card que é um bilhete para você utilizar diversos transportes públicos em Londres durante um determinado tempo de forma ilimitada. Existem várias opções desse bilhete, você pode comprar para 1 dia apenas ou para 7 dias e pode escolher as zonas em que você quer usá-lo, mas é claro que quanto mais zonas, mais caro é o bilhete. Da mesma forma que o London Pass, esse bilhete tem a vantagem de não ter que se preocupar com filas para comprar o bilhete do metrô ou do ônibus. E também, assim como ele, deve-se pensar no custo benefício, e fazer um cálculo de quanto se gastaria sem ele e quanto se gastaria com ele. Apesar de, a princípio ele parecer muito caro (sete dias para apenas as zonas 1 e 2 está custando em torno de R$ 250,00), deve-se levar em conta que a passagem em Londres não é nada barata, o bilhete mais barato está custando £6,5 ou R$ 32,50. Se você manjar bem do inglês e quiser comprar o London Travel Card, acesse o site gringa do Visit Britain.

Outra boa opção é comprar o Visitor Oyster Card que é um outro tipo de bilhete, que você pode comprar junto com o London Pass ou separado. O esquema desse bilhete é diferente, pois nele você coloca uma espécie de carga, como fazemos aqui nos bilhetes de transporte, e ao mesmo tempo ao passar em algum transporte público, você tem uma tarifa mais barata do que quem simplesmente compra o bilhete na hora com o dinheiro. E mesmo se você gastar mais de £6,5 em um dia, não será descontado mais do que isso por dia no seu card. Acredito que ele valha mais a pena para quem vá passear por muitos lugares além das zonas 1 e 2, pois você não precisará comprar outro bilhete para visitar outras zonas, só precisará recarregar o bilhete, caso ultrapasse o valor total que você carregou inicialmente no cartão.

Big Ben

Vou ficando por aqui e espero que vocês tenham gostado da nossa postagem e possam aproveitar as dicas. Se tiverem dúvidas sobre alguma coisa ou quiserem saber alguma informação podem nos escrever nos comentários ou através do nosso e-mail. E não se esqueçam de ficar de olho na nossa próxima publicação com um roteiro de 7 dias em Londres.




Por: Madame Schirmer

Uma apaixonada por viagens, história, culinária e cervejas.

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