A Ilha de San Andrés, na verdade, é a ilha principal dentre o arquipélago de San Andrés, Providencia e Catalina. É um lugar lindo e paradisíaco, que conta em seu entorno com diversas outras ilhas, que valem a pena uma visita também.

Na ilha são duas as línguas oficiais: o inglês e o espanhol. Pois, apesar da colonização ter sido espanhola, os ingleses por um certo período se estabeleceram no local, em razão da falta de interesse inicial dos espanhóis pelas ilhas. No entanto, quando estive por lá, vi as pessoas se comunicando apenas em espanhol. Creio que talvez o inglês seja mais usado quando há necessidade de falar com turistas que não falam bem o espanhol.

Quanto ao clima de lá, eu achei extremamente agradável, pois apesar de ser comum as chuvas pela manhã ou a tarde, logo logo o sol volta a aparecer. Além disso, o calor não é tão insuportável como em Cartagena (outra cidade do caribe colombiano) e apesar de fazer sol, sempre venta bastante, tornando a sensação térmica quente, mas agradável. Isso não quer dizer que não há necessidade de filtro solar, pelo contrário, o sol lá queima bastante e mesmo para quem vai só caminhar e não ficar tostando na areia, é recomendável proteger a pele.

Tarde nublada em San Andrés
Fim de tarde em San Andrés

Vamos então para as dicas do que fazer nesse pedacinho do Caribe. A primeira coisa que qualquer um deve fazer quando chegar é se ambientar na ilha, dar uma volta pelo centro, onde ficam as lojas do tipo freeshop, os restaurantes e bares. Logo de cara o viajante vai perceber que o trânsito, como no resto da Colômbia, é meio caótico e que o transporte principal por lá sãos as motos. É até engraçado ver que qualquer morador do lugar parece ter uma moto para se locomover na cidade, desde idosos, até famílias inteiras com crianças. Cheguei inclusive a ver 3 pessoas em uma delas. Sendo assim, muito cuidado ao atravessar, pois apesar das pessoas parecerem respeitar os pedestres, ás vezes não se sabe de onde pode vir uma moto. Quanto ao segundo transporte mais utilizado por lá, acho que são os famosos carrinhos de golfe (mais utilizado pelos turistas do que pelos locais). Mas, apesar de saber que esses carrinhos podiam ser alugados, eu e meu grupo de amigos não vimos necessidade, pois tudo que queríamos fazer dava pra ir a pé, já que concentramos todas as nossas atividades no centro onde ficava o nosso apartamento.

Depois de se ambientar, aproveite para ir na praia que fica bem situada no centro, chamada de Peatonal, na região que parece ser a mais movimentada da cidade. Essa parte, você vai reparar que fica lotada de turistas, principalmente a noite, mas a praia em si não fica no estilo das do Rio de Janeiro, que mal se tem uma brecha pra por a canga. Por lá, é bem fácil achar um lugar para pegar um sol e entrar no mar.

Mas, antes de se aventurar por qualquer praia no arquipélago, deve-se comprar um sapatinho que parece ser feito daquele material de roupa de mergulho. Esse sapatinho vende em qualquer lojinha ali do centro, assim como nas especializadas em equipamentos para mergulho. Elas não variam muito na forma e apenas nas cores, e apesar de feios são muito necessários em razão do que pode se encontrar ao pisar nas areias das praias, como: corais, ouriços, estrelas do mar e etc… Eles são bem baratos e devem custar em torno de 15.000 pesos ou 20 reais.

Agora vamos aos passeios que você pode contratar, se não quiser passar todos os dias em San Andrés. O que me pareceu ser o mais baratinho e que vale a pena é o que vai para as ilhas de Acuario e para a de Johnny Cay. Para fazer esse passeio você precisa, apenas, chegar no local de saída do barco antes das 9 da manhã (que costuma ser o horário de saída) e pagar pelo passeio, que custa 15.000 pesos. Procure se informar na própria praia quem pode te vender esse pacote. Eu, por exemplo, comprei em uma loja, que parece uma casa de alvenaria bem na areia da praia de Peatonal.

A ida para essas ilhas foi bem tranquila, pois diferente do passeio para Cayo Bolívar, não passamos por alto-mar e como as ilhas ficam em até 20 minutos da costa, as ondas não são tão altas. Apesar  disso, costuma entrar muita água dentro do barco, então prepare-se para guardar as suas coisas dentro de um saco para não molhá-las!

A parada na Ilha de Acuario costuma ser rápida, principalmente porque o lugar não tem muita estrutura e o pedaço de areia é muito pequeno. No entanto, o lugar é ótimo para fazer snorkel e lá você vai conseguir ver o fundo do mar perfeitamente e os peixinhos passando por você no fundo. É uma experiência indescritível, recomendo!

Praia da Ilha de Aquário

Muito provavelmente, a equipe que levou você até a ilha vai ter oferecer alguns serviços pagos, como para guardar e vigiar as suas bolsas (por 5.000 pesos) e a venda do equipamento de snorkel, que custava 35.000 pesos (aproximadamente 45 reais) ou o aluguel que custava 7.000 pesos (aproximadamente 10 reais). Eu preferi comprar o equipamento, pois achei meio nojento colocar a boca no tubo onde sai a água, sabendo que outras pessoas já tinham feito o mesmo.

A segunda parada do passeio foi em Johnny Cay (aquela ilha que você vê da costa da praia Peatonal) e eu achei bem mais tranquilo, pois não tinha uma concentração tão grande de pessoas em um mesmo lugar. Por lá há uma estrutura bem melhor, com quiosques, mais banheiros e serviços de guarda-sol e cadeiras. Ali também achei o mar mais tranquilo para se curtir e tomar um banho, pois na Ilha de Acuario a correnteza puxava demais e vinha muitas ondas. Em Johnny Cay tinha música e vimos uma apresentação de 2 aparentes moradores da ilha ou da região, que dançaram uma música brasileira, o que nos fez rir muito, pensando que até naquele lugar o axé tinha chegado. Reparamos também que algumas pessoas da região estavam falando uma língua que não era o espanhol e nem o inglês e dai pesquisando mais, descobri que a língua era o criollo sandreasano, que é uma mistura de francês, espanhol e inglês.

Dançarinos em Johnny Cay
Mar em Johnny Cay

Outro passeio que também pode ser feito a partir de San Andrés é para a Cayo Bolívar. Esse passeio, no entanto, é mais caro e não recomendo para todas as pessoas, principalmente para aqueles que não estão dispostas a passar grandes inconvenientes para chegar lá. Vou explicar o porquê. O passeio custa em torna de 150.000 pesos, ou seja, é um passeio bem caro e para mim não acho que valeu tanto a pena. Nele estão incluídas as bebidas (cerveja, água, suco em latinha e refrigerante) e o almoço que é preparado na própria ilha, já que tudo na ilha é bem precário. Lá não há nenhum tipo de ocupação humana e ao chegar você se sentirá realmente em uma ilha deserta e isso inclui não ter banheiro. E apesar de, ao chegar você achar o lugar realmente paradisíaco: mar e horizonte fantásticos, com possibilidade de fazer snorkel ainda por cima e ver tubarões de perto, que segundo os guias não oferecem riscos aos humanos (?), a ida e a volta são de deixar qualquer pessoa minimamente preocupada.

Para chegar a ilha, diferente do que imaginávamos, eles não usam um catamarã fechado e sim uma lancha grande aberta, com lugar para umas 15 pessoas mais ou menos. A parte ruim é que como o percurso é de 40 minutos e é feito em mar aberto e geralmente em alta velocidade, prepare-se para passar boa parte da viagem pegando ondas de 1 metro e com o barco pulando, como se o mar tivesse quebra-molas quatro vezes mais altos que numa alto-estrada. Posso jurar que foi uma das piores experiências que já tive na vida e os 40 minutos me pareceram séculos. Agora, tenho que ser sincera, viajei bem nos bancos da frente do barco que é onde dizem que o balanço é pior, e inclusive recomendam que pessoas com enjoos, idosos e com problemas de coluna fiquem atrás. Então, se resolver se aventurar, já sabe o melhor lugar para se posicionar no barco.

Pequeno siri em Cayo Bolivar (fotografado por Mariana Weiss)
Cayo Bolívar (Fotografado por Mariana Weiss)

Por fim, vamos a parte das compras que é uma das melhores coisas a fazer na ilha. San Andrés possui isenção fiscal (isso nos foi informado pelo próprios vendedores), e logo, você poderá encontrar produtos ainda mais baratos do que no freeshop do Panamá ( considerados um dos melhores lugares para compras).

A minha dica é, prefira comprar tudo em San Andrés ao invés dos freeshops de aeroporto, pois com certeza será mais barato, a não ser que você já tenha pesquisado em alguma loja do aeroporto do Panamá, como a Attenza e tenha achado o produto mais barato ou exista algum produto que você não tenha encontrado na ilha. Posso dar alguns exemplos  de coisas que achei mega barato por lá: o pacote de chocolates sortidos da Lindt de 144 g estava saindo por 20 reais, aproximadamente, e uma lata de azeitonas importadas da Espanha por 10 Reais.

É possível encontrar todo tipo de coisa, desde enlatados, perfumes, cremes, óculos, chocolates, produtos eletrônicos,até mesmo roupas e produtos para casa. O lugar é realmente o paraíso das compras, mas o viajante deve ficar atento ao limite de gastos, para não ter que pagar impostos no Brasil e também para não comprar produtos falsificados, fora da validade ou que não tenham garantia. Você vai encontrar muitas lojas pequenas, meio empoeiradas com cara de brechó e também lojas de grandes marcas como a La Riviera que tem uma loja em cada esquina. Eu preferi comprar nas lojas maiores para não ter problemas com falsificações, pois já havia sido alertada sobre isso e também para não comprar produtos com defeito.

Outra dica boa que posso dar é pesquisar preços, pois em alguns lugares você vai achar produtos mais baratos, apesar de existirem alguns que em todos os lugares parecem estar com preços tabelados, como os cremes corporais da Victoria’s  Secret. No entanto, como eu já mencionei, achei um lugar maravilhoso para comprar chocolates, que tinha ótimas promoções.

Agora se você quiser saber onde comer, lugares não vão faltar, principalmente se você e fã de frutos do mar, pois na Colômbia inteira comer esse tipo de prato sai muito em conta com relação ao Brasil.

Um restaurante em especial acabou se tornando o favorito do grupo que viajou comigo é o Gourmet Shop Assho, que é um lugar com uma decoração incrível e cheio de pratos deliciosos. Inclusive, recomendo bastante para quem quiser tomar um bebida típica, experimentar a limonada com coco. Mas aviso que o lugar não é tão baratinho, e dependendo do que você pedir a conta pode vir meio salgada.

Se por acaso estiver procurando algum lugar para um sanduíche, o lugar ideal é o El Curral, que é uma rede de restaurantes parecida com o Mc´Donalds que vimos em todas as cidades que visitamos na Colômbia e que serve sanduíche, batata frita, no mesmo esquema dos grandes fast foods. No entanto, achei o preço bem alto, quando comparamos com o Mc Donald’s em Bogotá e achamos que pelo preço valia mais a pena pagar um jantar de verdade.

Para tomar café e lanchar, você pode ir em um dos Juan Valdez (uma rede famosa de cafeterias na Colômbia) e experimentar um dos chips que eles oferecem de banana (salgado) ou experimentar o famoso café da loja, que inclusive é vendido lá e em diversas lojas pela ilha. Outra opção de café, que é bem descolado, com uma decoração super interessante, cheia de propagandas vintage é o Cafe Cafe que fica bem no final do calçadão, em frente ao Juan Valdez e o El Curral. Só pela decoração do lugar, valeu a pena entrar para tomar um expresso e dar uma relaxada no fim da tarde.

Decoração do Cafe Cafe

Sem mais delongas, fico por aqui e quem quiser saber mais sobre a Colômbia, pode esperar os novos posts sobre Bogotá e Cartagena.

Por: Madame Schirmer

Uma apaixonada por viagens, história, culinária e cervejas.

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4 thoughts on “Arquipélago de San Andrés: uma experiência no Caribe colombiano

  1. Adorei o seu blog e mais do que nunca vou continuar viajando,. Grande abraço. Jurandi

    Posted on 05/01/2016 at 00:44
    1. Que bom que gostou Jurandi!!!!Vou colocar mais viagens para o Brasil em breve!

      Posted on 05/01/2016 at 12:17
  2. Adorei o seu blog e mais do que nunca vou continuar viajando.

    Posted on 05/01/2016 at 00:50