Ouro Preto é uma das cidades históricas mineiras mais famosas e fica a apenas 2 horas de ônibus da capital, Belo Horizonte. Embora a cidade seja pequena, é possível que você sinta que 2 dias é pouco para conhecer todos os pontos turísticos. Mas a graça é justamente ter mais motivos para voltar e ter sempre algo para descobrir nessa cidade encantadora. Mas chega de enrolação, vamos ao roteiro.

1º DIA:

Aproveite o primeiro dia para se familiarizar com a cidade e conhecer o centro histórico, que pode ser facilmente percorrido a pé. Repare nos casarões dos séculos XVIII e XIX e em como a cidade parece que parou no tempo. Ali você mal encontrará construções recentes e a maior parte do comércio também fica localizado em prédios históricos. Se não tiver incluído o café da manhã no seu hotel, sugiro uma passada no Ouro Preto Chocolates e experimentar a broa de milho com calda de erva cidreira!

 
 
 

CASA DOS CONTOS

Após o delicioso café da manhã na Ouro Preto Chocolates, você deve seguir pela Rua São José para chegar à Casa dos Contos. O prédio onde se localiza o museu ,atualmente, sofreu muitas mudanças e acréscimos desde sua função original de Casa dos Contratos e residência do contratador em 1784. Chegou a ser a sede da Administração e Contabilidade Pública da Capitania de Minas Gerais, Casa de Fundição e da Moeda, e até mesmo serviu de prisão para os inconfidentes da Conjuração Mineira.

#Destaque: No local há uma antiga senzala e cozinha dos escravos e uma vala onde os alimentos eram provavelmente jogados no rio.

 
 
 
Cozinha dos escravos
Balança antiga

Se você chegou cedo para visitar a Casa dos Contos, dá tempo de visitar o próximo local antes do almoço. Agora vamos partir em direção à Praça Tiradentes, que é onde conta-se que ficou exposta a cabeça do Tiradentes e que é onde você encontrará um monumento de 1894 construído em sua homenagem. Bem em frente ao monumento é que fica o prédio do Museu da Inconfidência, nosso próximo destino.

MUSEU DA INCONFIDÊNCIA

Foi construído entre 1785 e 1855 para ser a sede do governo municipal, que chegou a funcionar por 25 anos, sendo logo convertido em uma prisão. Atualmente o museu apresenta exposições que procuram retratar como era a vida mineira nos séculos XVIII e XIX. Além disso, reúne diversos documentos e objetos ligados a Conjuração Mineira e dos seus participantes.

#Curiosidade: Bem interessante ver no museu vários objetos da famosa Marília de Dirceu, cujo verdadeiro nome era Maria Dorotéia Joaquina. Ela ficou conhecida e imortalizada pelo escritor arcadista Tomás Antônio Gonzaga, um dos participantes da Conjuração Mineira e seu noivo na época. Tendo ele sido julgado por sua participação no movimento, foi condenado ao exílio por toda a vida em Moçambique, tendo que deixar Maria Doroteia, que depois disso nunca chegou a se casar de novo.

#Imperdível: A sala do Panteão no 1º andar, que é dedicada àqueles que participaram da Inconfidência Mineira. Ali foi colocada uma placa com o nome de todos os inconfidentes e também sepultados os restos mortais de 16 deles.

 
 

ALMOÇO:

Agora que você deve estar morrendo de fome, é hora de partir para o almoço. Recomendo o Restaurante Casa do Ouvidor, que fica pertinho bem na movimentada rua Conde de Bobadela. Ali você poderá experimentar deliciosos pratos mineiros e ainda degustar a cerveja da cidade, a Ouropretana.

Nesta mesma rua, a Conde de Bobadela você vai poder visitar uma outra atração da cidade o Museu Guignard.

 

MUSEU GUIGNARD

Se você curte arte ou museus, vai gostar de conhecer esse pequenino museu escondido na rua Conde de Bobadela que conta uma pouco mais sobre esse importante artista do século XX. As exposições do museu Guignard contêm também objetos pessoais do artista como cartas e correspondências, assim como seus quadros e gravuras.

#Destaque: Interessante reparar em como Guignard se utilizava de diversos suportes para fazer sua arte, desde violões até mesmo pequenos cartões.

Agora o seu dia já deve estar mais do que cheio e está na hora de fazer uma pausa no hotel e se preparar para o jantar.

 
 
 
 
 

JANTAR

Para finalizar o dia, que tal sair para jantar em um lugar com tocheiros e com uma vista deslumbrante da cidade? Tudo isso a gente encontrou no Passo Pizza Jazz. Para saber mais sobre ele e outros lugares para comer em Ouro Preto, confira aqui.

#Recomendo: Tomar uma das cervejas artesanais mineiras que o rico cardápio de cervejas da casa oferece.

#Imperdível: Experimentar uma pizza que é a especialidade da casa.

 
 

2º DIA:

Deixei esse dia para visitar as igrejas de Ouro Preto, mas se você achar muito cansativo visitar todos os museus em um dia e as igrejas em outro, nada impede de você fazer um mix entre os 2 dias e criar o seu próprio itinerário com essas dicas.

Agora vamos ao que interessa. Muitas igrejas de Ouro Preto, infelizmente estão fechadas para restauro e não poderão ser visitadas. Mas, algumas das mais importantes que contém obras do Aleijadinho e do Mestre Ataíde estão abertas.

#Dica: A Igreja São José dos Pardos é uma das igrejas que se encontram fechadas.

IGREJA NOSSA SENHORA DO CARMO

Nosso ponto de partida é a Igreja de Nossa Senhora do Carmo que foi construída em 1766 quando Ouro Preto era ainda chamada de Vila Rica. O destaque dessa igreja são os azulejos portugueses, os únicos encontrados em igrejas mineiras. Ela foi projetada pelo pai do Aleijadinho, Manuel Fransciso Lisboa e terminada por seu filho, o Aleijadinho, que ficou encarregado do lavabo, dos púlpitos e dos altares laterais. O teto da sacristia e o altar-mor são de autoria de Mestre Ataíde.

 

MUSEU DO ORATÓRIO

Terminada a visita a igreja, você não pode deixar de dar uma passada ao Museu do Oratório, localizado numa casinha atrás da igreja de Nossa Senhora do Carmo. Esse prédio, de aproximadamente 1756 foi a Casa do Noviciado do Carmo, onde Aleijadinho (Antônio Francisco Lisboa) tomou como residência enquanto trabalhava na obra da construção da igreja, o que levou a ser conhecida como a Casa do Aleijadinho.

Terminando a visita da primeira igreja, você vai se dirigir para a Igreja de São Francisco de Assis. Para isso você deve apenas seguir descendo pela rua Costa Sena, uma das ruas da igreja que você se encontra.

IGREJA SÃO FRANCISCO DE ASSIS

Igreja de São Francisco de Assis (construída em 1766) foi projetada por Aleijadinho e é considerado a sua maior obra prima. Além do projeto, são de sua autoria o lavabo da sacristia e o medalhão da sua fachada.

#Importante: O teto foi pintado pelo importante artista mineiro, mestre Ataíde.

Agora que você visitou a igreja, poderá visitar a feira de artesanato que fica em frente a ela e cujo destaque são as obras em pedra sabão, típicas da região.

 
Igreja São Francisco de Assis e Feira
Feira de Artesanato
 

ALMOÇO

Tendo visitado algumas das igrejas da região, já deve estar na hora do almoço e minha indicação é o Restaurante Bené da Flauta, que será caminho para o nosso próximo ponto de parada.  Outro restaurante de comida mineira, ele oferece uma paisagem belíssima do segundo andar, um ambiente agradável e comida saborosa.

#Dica: Para fugir um pouco da comida mineira, recomendo o prato de bacalhau no azeite de ervas, purê e legumes.

 
 

PASSO E CHAFARIZ DE ANTÔNIO DIAS

Saindo do restaurante você deve seguir pela rua São Francisco de Assis, onde você dará de cara com o Passo de Antônio Dias. Essa capela do século XVIII é uma das 5 remanescentes (existiam originalmente 8 ) que só são abertas em épocas específicas do ano.

E em frente a ela você vai se deparar com o Chafariz de Antônio Dias, construído em 1752 em frente a casa do inconfidente e poeta Cláudio Manuel.

Passou pelo chafariz? Então está na hora de descer a ladeira nessa mesma rua, a Bernardo de Vasconcelos que reserva boas surpresas. Quando chegar numa esquina de número 234, você verá um casarão com a base toda construída em pedras, olhe para cima. No segundo andar da residência você verá um pequeno oratório de Nossa Senhora do Carmo. Diz a lenda que foi colocada ali no século XVIII para proteção, quando vultos vestidos de negro espreitavam as ruas de Vila Rica a noite causando terror a população.

 
 

Continue descendo pela Bernardo de Vasconcelos até chegar a Rua Dom Silvério, que é onde se encontra o complexo das Encardideiras, a nossa última parada.

COMPLEXO DE MINAS DAS ENCARDIDEIRAS

Para chegar a essa mina você pode pedir a indicação a algum dos guias que ficam perto da ponte Antônio Dias. A mina das Encardideiras fica logo depois da Mina de Chico Rei, dentro do terreno de um morador da região. O local não possui nenhum tipo de infraestrutura especializada para receber os turistas e é tudo muito improvisado. No entanto, para mim foi uma das melhores partes da minha estadia em Ouro Preto. Fica aqui a minha dica caso você queira fugir do passeio turistão que é a visita à Mina de Chico Rei.

 
Entrada da mina
Objetos encontrados nas escavações
 
 
 
 
 
 
 
 

JANTAR

Opções de onde jantar não faltam em Ouro Preto, mas no último dia que tal fechar a viagem em grande estilo tomando boas cervejas artesanais? Se você curtiu tenho 2 recomendações para você: a aconchegante creperia Parada do Conde ou ainda o pub Porão Cervejaria. Se quiser saber mais sobre eles, dá uma conferida aqui.

Parada do Conde
Experimentando a Ouropretana
Porão Cervejaria
Entrada do Porão Cervejaria

HOSPEDAGEM

Minha recomendação de hospedagem é o Solar do Rosário, localizado em um casarão do século XIX todo reformado. Recomendo tanto pela infraestrutura e conforto, que oferece piscina térmica e hidromassagem, quanto pela sua ótima localização (a poucos minutos a pé do centro histórico) e atendimento. Se você gostou, pode dar uma conferida nos preços no Booking, no Hotéis.com ou ainda no Tripadvisor.

Se você gostou da nossa postagem, que tal dar uma conferida nas dicas de onde comer em Ouro Preto aqui.

 

Por: Madame Schirmer

Uma apaixonada por viagens, história, culinária e cervejas.

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